Sem querer ele simplesmente olha para o lado, vestida de pecado seus olhos são direcionados instintivamente. Envergonhado não perceberia ele que ela o atentava, o chamava e mesmo de longe, manipulava o seu bem querer.
Novamente sua mente inunda pela percepção sensorial difundida do desejo dela e, ativa sua obrigatoriedade masculina. Nota lhe nos olhos, o desejo de se virar mais uma vez, mas resiste. Então, ela passa a agir como num passe de magica e também dominada pelo odor da sensualidade. Levanta-se ...vagarosamente, enquanto ele inicia um comportamento nada convincente a si mesmo.
Ela vem, atira os cabelos em sua direção e ajeita o leve e quase transparente vestido, mas não olha para ele, troca as pernas longas e brilhantes, como num andar de passarelas. Ainda acanhado e na falta de atitude, fraqueja lhe as mãos ao tocar no copo de vinho. Desconcertado seu coração vibra numa força surpreendente pulsando diretamente em seus ouvidos. Ele ou ‘ele’ começam a discutir, um debate do que pode ou não pode ser feito, do que deve e ou não deve ser seguido nos princípios da constituição de sua moral, mas, logo ela retornaria e qual seria a atitude de ambos? Qual a intenção dele se não por ela, o charme e a vontade de também se tocar!
Ele se levanta, quase sem firmeza sobre as próprias pernas e decide ir ao banheiro, rodeado de amigos, pede licença e age como se a feminilidade ali acompanhada já não tivesse captado tais sentidos. Os olhares se trocam na mesa, mas sem palavras, enquanto outros se divertem.
Ela volta, mas ele não está mais presente...
Seguindo em direção sua mesa, a corrente frágil se destaca de seu pulso e vai ao chão. ‘Elas’, amigas dele e mulheres, olham a personagem encantadora. E a questionam: - Quer ajuda?
Seus olhos, quase acinzentados encaram nas. – Não. Obrigado, foi apenas minha correntinha!
Ele, ao retornar percebe uma troca de gentileza e imagina! –Será que esta perguntando sobre mim, o que estão me aprontado?
Então, supreendentemente os olhos dela encontram os seus e o sorriso que ele demonstra derrubaria qualquer mulher aos seus pés, o brilho da imagem de seus olhos interligaram os dois de tal maneira que o universo entre ambos se tornou dissipado, o controle sobre o momento desenfreou o tempo e congelou seus corpos. Milésimos de segundos para os de vida comum e expostos daquele bar, pouco importou à cena. Más, para eles foi como retroceder a milhares de gerações, descobrindo que o amor está sobre um lugar indescritivelmente incrível e somente aquele que se arrisca a descobri-lo pode sentir o que os dois sentiam. O cheiro do corpo dela emanava como luz sobre suas vestes e o espirito dele abriam braços que os envolvia, o tremor entre ambos abriu uma cratera gigantesca num mundo real e diante à eles e nada mais restava a fazer, a não ser cair um aos braços do outro.
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