Deitado sobre tantos machucados que se infiltram à alma, ele olha para os céus quase desacordando nas poças de teu próprio sangue.
Ainda há de vir um suspiro final, pensou. - De ti tanto me orgulharei que ainda creio que virá a eterna glória pai, suspira.
Há uma descida e tanto e mesmo que eu chegue aos pés do monte, ao me verem não terão de mim o que mais procuram, fé!
O vento uiva ao pé de meu ouvido e a fraca luz que meus olhos recebem, mal criam o cenário do qual estou vivenciando, o cheiro forte de sangue que saem de minhas veias e em mim percorre. Gelando minha pele, apenas frio e a dor que me faz tremer.
É o fim? Questiona ele ao seu próprio templo.
E uma voz distante, muito distante...
- Levanta-te a andas Rajib, Ahjab está de pé.
- Levanta-te a andas Rajib, Ahjab está de pé.
No momento em que tento raciocinar se estou ainda presente, sei que estou ouvindo e creio, mas o corpo não se opõe.
- Levanta-te a andas Rajib, Ahjab está de pé.
E assim ele o faz, com todo sacrifício, vai contorcendo seu corpo aos poucos para se por de pé e aceitar aquela voz que o chama. Aceitação sempre foi o mentor de sua vida.
- Sim, eu o ouço e creio, diz Rajib Ahjab que, também passa a repetir.
- Levanta-te a andas Rajib, EU do IE e sou ficará de pé.
Há uma escuridão tremenda sobre o vale de Keiopnus, quando os poucos que ainda lutam, erguem seus olhos ao monte e ali um deles grita:
- LÁ ESTÁ RAJIB AHJAB
O grito foi tão forte que os milhares que já se desprendiam de seus corpos, tremem ao escutar pela segunda vez.
- LÁ ESTÁ RAJIB AHJAB!
E aquele homem a poucos minutos da morte, agora olha de cima do monte, guerra:
- Eu sou o ontem, o hoje e o amanhã, acena com sua espada e a luz que o rodeia, faz gritar.
- Levantem os que ainda possuem o fôlego da vida, pois a única coisa que cairá hoje é nosso inimigo.
O Demônio da Mitologia
quarta-feira, 20 de janeiro de 2016
sexta-feira, 18 de setembro de 2015
As Rosas não choram
Estranho este título não é mesmo, mas o mesmo serve para refletir sobre o seguinte assunto:
http://esperanca.com.br/2009/12/16/e-se-a-pessoa-cacto-nao-quiser-mudar/
As pessoas quando não resolvidas, se ferem ao encostar-se no espinho de outros. Na metáfora do texto veremos as pessoas como rosas e os espinhos como sua proteção de algo externo, que possa vir lhe ferir e ou lhe causar transtornos, portanto, vamos julgar os espinhos das pessoas como se fossem seus gostos, suas magoas ou algo relacional, de qualquer tipo, seja por questões religiosas (onde os espinhos também matam, texto), alimentícias, estéticas, etc...
Quando gostamos (sentido de adoração inconsequente, apego, etc...) de alguma coisa e ou temos magoa de outra (sentido emotivo do aprisionamento), nada e absolutamente nada poderá intervir sobre a tua maneira de ser, de pensar, de agir e ou de querer manter este comportamento na questão daquilo que ‘pertence somente a ela’.
Logo, tais espinhos ferem, causam reações agressivas e até fora de controle, embora existam parâmetros e controles dentro de uma sociedade (diferente das leis da natureza).
Portanto, As Rosas não choram, pois não criaram seus espinhos para confrontar a elas mesmas, do contrário, quando juntas, aumentam ainda mais suas defesas.
Assim deveriam ser os nossos espinhos? Mas de que forma poderíamos usa-los para um bem social e não só como auto-defesa aos semelhantes? Ora, afinal de contas não somos plantas nós somos movidos por algo maior que, se não cuidado pode se tornar negativo, destrutivo.
Há várias ferramentas que podemos utilizar para não tornar os nossos espinhos, nossos próprios inimigos em sociedade. Assim como no texto do link acima mencionado. Por fim, as rosas não choram, pois convivem em eterna harmonia e ainda que não consigamos chegar a tal ponto, quem sabe um dia tomando as direções corretas, possamos então transformar estas nossas defesas em algo melhor num conjunto social.
Nesta busca pela transformação entenderemos que nossos espinhos também nos favorecem, assim como:
As Rosas não choram.
terça-feira, 5 de agosto de 2014
TEMPLOS PERDIDOS
Eu jurei não mais indignar e ou questionar, por fim não mais querer entender. No entanto, por mais indiferente que eu me torne, ainda vem algo sobre meus pensamentos ‘humano’, algo do qual me permito seguir as linhas inversas do desejo. Eu sei e ainda que não saiba vou procurar pelo ‘saber’.
As pessoas fraquejam (não posso ser mais do que elas), leio, leio e não entendo... Mas não desisto até que uma luz mínima possa se aproximar de um pequeno entendimento e por menor que venha ser esta luz, basta, é o suficiente pra fugir da escuridão da massa. Não vou ser eu o maior e ou o melhor do que aqueles que me cercam, não vou ser eu a superioridade quem dará o caminho a outrem e tão pouco eu farei a diferença entre todos. Mas serei ‘orgulho’ de um ego próprio, sem demonstração.
Se vier o debate e deixar-se ou fazer-te entender, compartilharei, caso contrário vá e me deixe assistir ‘tuas glórias’’.
#dominadoseobsecados #templosalomao
terça-feira, 14 de janeiro de 2014
Tempo sem intimidade
Tempo sem intimidade,
Viveu por tempos procurando o que poderia ser e quando descobriu que o tempo se esgotou, questionou a si mesmo quem era. Lutas, batalhas e guerras que venceu o denominaram, vitorioso por causas que se quer o poderiam intitular. Afinal de contas, não são os homens quem escreveram tais regras? E viveu por tempos procurando o que poderia ser, quando descobriu que o tempo se esgotou, questionou a si mesmo. Quem eu sou?
Talvez uma nova chance em outra nova era ou outras responsabilidades . No tempo destes homens, perdi a minha identidade e confesso que me emocionei que chorei e também dei gargalhadas, mas fiquei preso neste tempo, onde você quem era o objetivo se fechou e ficou preso nesta eternidade de vontades... Tempo vivido de esgotamento, intimidade perdida para este ‘homem tempo’. E mesmo assim ainda questionou.
- Quem, mas quem eu sou?
Mas se parece como um menino e cresceu sem ter este valor e quando encontrou seu rumo, não era nada, sem Amor. E que amor é este que procura insistentemente seu alvo, quando dentro de ti, deveria predominar sobre todos os feitos, sobre todos os momentos, mas, o fim pode gerar um novo começo, pois o tarde, nunca foi e nunca terá um endereço. Tornou-se homem por sabedoria e no fim de todas as coisas, foi apenas um menino que por timidez não se arriscou, não se livrou e nem se quer tomou-a, ousadia.
Ousadia, ou já dia!!!
Se o tempo não é agora, não pode ser mais amanhã e quando o tarde chegar deixe-o sem endereço, fique perdido, esteja liberto, olhe pra frente e não tenha mais medo. @rajibahjab.
Talvez uma nova chance em outra nova era ou outras responsabilidades . No tempo destes homens, perdi a minha identidade e confesso que me emocionei que chorei e também dei gargalhadas, mas fiquei preso neste tempo, onde você quem era o objetivo se fechou e ficou preso nesta eternidade de vontades... Tempo vivido de esgotamento, intimidade perdida para este ‘homem tempo’. E mesmo assim ainda questionou.
- Quem, mas quem eu sou?
Mas se parece como um menino e cresceu sem ter este valor e quando encontrou seu rumo, não era nada, sem Amor. E que amor é este que procura insistentemente seu alvo, quando dentro de ti, deveria predominar sobre todos os feitos, sobre todos os momentos, mas, o fim pode gerar um novo começo, pois o tarde, nunca foi e nunca terá um endereço. Tornou-se homem por sabedoria e no fim de todas as coisas, foi apenas um menino que por timidez não se arriscou, não se livrou e nem se quer tomou-a, ousadia.
Ousadia, ou já dia!!!
Se o tempo não é agora, não pode ser mais amanhã e quando o tarde chegar deixe-o sem endereço, fique perdido, esteja liberto, olhe pra frente e não tenha mais medo. @rajibahjab.
Assinar:
Comentários (Atom)