segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

Devaneios

Devaneios de uma intimidade feminina.

Entre os mundos vividos há uma química peculiar, Onde a dor que às vezes sinto, também é a mesma quem vem curar. Sonhos enriquecidos de uma insanidade e sãos apenas sonhos ou algo fisicamente a interpretar, Não se sabe o que é real e ou desvaneios deste lugar... Caminho sobre rosas leves como algodão, em chão de terra molhada, Descalça passo a correr feito criança encantada e então, Sentindo no ar o cheiro das flores em meu corpo, Lá eu vejo 'ele', mas não sei do seu rosto, então acordo. Acordo! ... Sinto uma aflição em meu coração, Algo que poucos vejo sussurrar, Para algumas pessoas são conversas difíceis de questionar, Me levanto lentamente como se meu corpo estivesse a tremer, Faz parte do mesmo sonho, mas não consigo entender. O que se passa e ou que existe naquele lugar? No dia seguinte. ... Mais um dia em que vou me deitar e começo a querer do mesmo sonho, Então me pego a pensar, o mesmo cenário, as mesmas rosas e o cheiro de que tudo há, O qual nem eu mesmo sei o que pode ser, mas é ‘ele’ quem me provoca e é nele que tudo está, Há um mistério tão grande em mim e uma mulher querendo acordar. E caminho sobre as mesmas rosas a te procurar, São como algodão, porém, muito mais difícil de descrever, Ao longe vem ‘ele’, aquele que me faz tremer e desta vez o sonho irá mais longe, Pois eu não irei interromper. Aproxima-te de mim e com suas mãos em meu rosto afagar, Seus lábios em meus ouvidos, Algo que não consigo suportar, Meu vestido que branco era, azul se faz quando ele toca, Suas mãos são atrevidas e me congela, paralisia. Sufoca. Rapidamente meu peito passa a palpitar, Meu coração acelera e um furação passa, vem nos transportar. Do lugar das rosas em terra molhada, e do vestido branco, Lá vejo parte de minha sala, mas que espanto! Meus olhos se perdem ao tentar ver o seu rosto E o calor absurdo quem toma conta deste meu corpo. Que homem é este e o cheiro que já sinto o gosto? Suas mãos são grandes e não consigo me afastar, Meu vestido que então era grande, começa a encurtar, ... Minha sala é muito grande, mas temo alguém acordar, é surreal, e tudo tão brilhante, Mas aqui eu quero-o por todo instante. Ele me aperta sobre o peito e não consigo mais se quer pensar, Sua boca toca o meu cabelo e beijos ao pé da nuca, Sensação embaraçosa e ao mesmo tempo tão maluca. E digo alguma coisa que mal empurra o ar E ele pede que eu repita mais alto, como quem precisasse dos meus desejos. Tremulo minha voz e isso me assusta. Vejo suas mãos a tocar meus seios e o anseio, porém, me faz lembrar. ... “Como pude sair às ruas sem ao menos peças íntimas colocar?" ... Que pensamento é este? E eu acordo segurando meu próprio seio! Mas que droga... O que me tirou de lá? Tento relaxar novamente... Veja se ‘aquilo é pensamento para ali pensar’, Pois há uma mulher em mim que já não se segura, Preciso tanto retornar, mas sou muito insegura Que pensamentos sãos estes que me levam a esta loucura? ... O dia passa tão lerdo, nada mais anima, Conversas que se perdem a minha volta, eu se quer tenho algo a acrescentar, Até que alguém da família diz. - Isso é paixão e desvio meu olhar. ... Volto para o quarto e não paro 'nele' pensar, 'que diabos de pensamentos são estes e por que não consegui ficar' Tantas questões ficam em minha mente e meu corpo que não para de pulsar? Estou ficando louca e preciso perder este medo, Ver nos olhos 'dele' o que em mim ainda se faz 'segredos'. ... Esta noite não temerei, Não irei fraquejar e que se afaste de mim qualquer pensamento que possa 'dele' desviar. ... E caminho sobre as mesmas rosas e descalça a te procurar, São as flores como algodão, porém, um céu muito mais difícil de descrever, Sinto o cheiro de terra molhada que passa a se misturar. Ao longe vem ‘ele’ desta vez de camisa molhada, só pra me provocar Os sonhos mudam as vezes, mas é exatamente o mesmo lugar. Minhas vistas se embaralham e seu rosto não consigo ver. Aquele que me faz tremer de medo, minha vergonha faz-me cegar. Mas desta vez o sonho irá mais longe, Pois eu não irei segurar. E caio no sono profundo, pois é isto que posso imaginar. ... Numa escuridão que começa a clarear, Todo palco do que estava escrito inicia a se montar. Sou eu aqui novamente, com as mesmas vestes que vim deitar E antes que algum pensamento me interrompa, Somente o vestido pequeno e azul sem mais ‘nada’ é que estou a usar. E sigo o mesmo ritual, para que tudo chegue ao mesmo lugar, De cabeça baixa eu o sinto vir e, me abraçar, Tento conduzir tudo da mesma maneira, Do vestido comprido até a sala e luzes a brilhar, Então suas mãos que em meios seios tocam, meu corpo novamente começa formigar. ... Desta vez presto atenção em mais detalhes, Sua pele dourada, penso contigo e desejo-te o dia. Suas mãos escorregam e envadem meu vestido Tento novamente esquivar, Mas sua força é tão dominante que no chão mal posso sustentar. E uma alça do vestido se desprende Novamente passa a sussurrar... E desta vez presto atenção Para os teus domínios não ter mais como evitar. - Peça me o que desejas, pois teus são os sonhos e também sua fraqueza, disse. E a frase eu entendi completamente, mesmo se nos céus de meus sonhos não pudesse ser o 'presente'. Meu corpo dorminhoco do lado de fora passa a se mexer e eu aqui, estou presa ao meu próprio labirinto? Medo do prazer. ... Viro-me a tentar ver teus olhos, mas ele se debruça sobre meu peito, Seu abraço é tão apertado que mal consigo respirar, Suas mãos descem os meus quadris e eu lhe peço pra derrubar as vestes. Levanta-te o vestido é o que eu quero, ele disse. Sinto-me envergonhada. ... E no gesto que farei para o seu comando, Estrategicamente os teus olhos eu encontrarei. Mas antes que eu terminasse de suspender, Ele rodopia meu corpo de fronte ao sofá, Meu susto foi tão grande que a sua presença atrás de mim, sei que está. O gelo que sobe por minha coluna... ... Ahhh, e outra vez acordo! Acordo e acordada estou? ... Deus do céu isso só pode ser loucura, não há pesadelo pior, que tontura. Mal consigo respirar, o coração esta tão forte, pareço enfartar. Meu vestido está colado, preciso de um banho urgente e que homem é este que me deixa aflita. Não se parece com sonhos, pois meu corpo não se aguenta, estou eu indo mais longe? Ahhhh não me 'lembras'. ... Este será mais um cotidiano! Mas não consigo disfarçar, nas ruas por onde passo, conseguem identificar. Ha alguém em minha vida, pois somente a paixão nos faz brilhar. E mesmo que sejam sonhos, 'dele' quero recordar. Mas preciso perder o medo, e também me controlar. Rezo os dias em segredo para que ele possa me encontrar... Alguns dias passam desatentos, mas nosso segredo comigo vai ficar. E nos próximos dias contados, mesmo que o encontro - tardia. Virá a nossa hora, espero e confia. ... 20 Dias que se passam, devo estar errada. Todos os dias - detalho Mas algo está perdido mesmo escrito e detalhado. A chave do sonho, não entra. E meu sorriso vai se desfazendo. ... 47 Dias, e não consigo entrar, minha agenda já esta cheia, mas algo está impedindo. Sou eu quem cometeu o erro, ou 'ele' desistiu de nossas 'lutas'? Deito-me neste dia frio, roupas agasalhos e cobertor. Se não veio antes quando era calor, quem dirá agora que horrível estou. ... Sono que veio me buscar, por trás das cortinas eu mesmo posso observar. Lá esta meu corpo deitado com uma lagrima a despencar. E por traz destas cortinas... Aquário, peixes coloridos e cortina d’água? Eu aqui em pé vendo meu corpo, e nada mais além da escuridão. Estou eu sozinha, solidão. ... Até que vem um calafrio e meu corpo se virou Mãos que me abraçam a cintura e beijos no meu rosto. Um carinho de barba 'arranhada'. Viro-me e vejo o teu... O teu rosto? ... Lindo, como lindo ele é, tem o rosto mais lindo Como posso descrevê-lo, sou mulher. Lindo, como lindo ele é e me pega nos teus braços. Atravessa todas as paredes, deita-me no meu corpo Pois eu era alma que vagava e não era sonho Não mais. Agora me acorda e nos teus olhos eu posso ver. Este homem de verdade, o homem que eu queria ter.

quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

Não sejas tu, enganado

Engano?

Não creio no engano, creio mais nos riscos que resolvemos correr...
Se fez algo por alguém, foi porque acreditou em si mesmo pra tê-lo feito.
Agora, se crer que foi decepcionado foi porque deixou de ser você, pra ser um outro.
É como criar nossa própria imagem em outras pessoas, espelhando-as ao nosso carater, mas...
Pessoas são sempre pessoas e, caracter é sempre algo individual.
Antes de se achar enganado, seja teu próprio reflexo e não se faça à outros.
Quando for se arriscar por algo, quaisquer que o seja, pense se você realmente está disposto.

sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

Firmamento da sabedoria


Então desço as lareiras da paixão, sem rumo, sem pressa
Afasta-me solidão
Quem de longe veio que o passado dissera, agora queima meu peito
Como se algo há mais, quisera.
Vem,
Como de longe um distante, não sou mais vazio?
(...)
Canto onde as cores do meu corpo não somam mais o frio
Entrelaço-me as tuas raízes, para ser como a árvore
E o céu que parecia distante, hoje alcanço e cada dia mais...
Cada dia mais....
Sou grande.
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Ela é uma gostosona do caralho, filho da puta!!!

Ela é uma gostosona do caralho, filho da puta!!! Você que não é ateu e se diz apostólico (Que procede dos apóstolos; de acordo com a missão, a exemplo dos que emanam ‘fé’). Deve estar horrorizado com este titulo não é mesmo? Esta é a linguagem machista utilizada por seres ‘machos’ na banca de machos. ‘Alguém vai querer me matar por esta postagem #CofCof’ Enfim, este é o termo vulgar, bruto e inóspito (achei que esta palavra cairia bem aqui, não me importa sua ideia linguística, vou usar e pronto) que os ‘homens’ usam ao ver uma mulher atraente, nossa iniciar o texto com tanto palavrão e depois vir com ‘atraente’ é bem .... sabe né? Portanto é assim, você mulher se vira pra olhar um bando de marmanjos babando por seu corpo escultural e espera que alguém seja um ursinho carinhoso, alias somos todos ‘Teds’.
Os altos de nossa gentileza vêm dos lugares mais baixos de nossos corpos.
Quando adolescente então, isso tudo não deixa de ser chamado ‘hormonização’. Por fim ao entender tanta vulgaridade usamos no 'meio social' algo mais sutil, pois tamanha brutalidade talvez pudesse realmente ser contemplada na idade média, onde os brutos eram mais bem vistos, logo, ao vir as frescuras dos grandes sacerdotais e ou senadores, passou-se a vislumbrar que ser ‘macho’ não era ter comportamento de um animal faminto e sim possuir a capacidade de persuasão, inibindo o lado hostil e envolvendo-nos melhor com nossas parceiras, alias este lance de persuasão, hipnose e envolvimento são algo que realmente valeu a pena aprender com nossas eternas, idolatradas e verdadeiras ‘rainhas’, as mulheres. Ahhh as mulheres, creio que tanto sacrifício valeu realmente à pena, anos e anos e anos, ‘nos matamos’ por elas.
obs:
...
'nunca perturbe uma reunião masculina'